Cultura / Lazer

10 livros escritos por mulheres que todos deveriam ler

Ao longo da história da literatura mundial, muitas escritoras ganharam menos destaque em razão do contexto social, político e até econômico em que viviam. Mesmo assim, elas conseguiram resistir e se tornaram reconhecidas. Pensando nisso, a Bula realizou um levantamento de grandes livros escritos por mulheres, que todos deveriam ler.

A lista traz desde clássicos absolutos como “Orgulho e Preconceito”, de Jane Austen, “O Sol é Para Todos”, de Harper Lee, e “O Palhaço e a Sua Filha”, de Halide Edib Adivar; até livros fundamentais da nova literatura mundial, como “Americanah”, de Chimamanda Ngozi Adichie, “Outros Jeitos de Usar a Boca”, de Rupi Kaure, e “A Guerra não tem Rosto de Mulher”, de Svetlana Alexijevich, ganhadora do Prêmio Nobel de 2015. Três autoras brasileiras fazem parte da lista, Daniela Arbex, Eliane Brum e Lygia Fagundes Teles.

“A Estrutura da Bolha de Sabão” é um dos contos mais famosos da escritora brasileira Lygia Fagundes Teles. Publicado originalmente em 1978, o conto foi reeditado e lançado em livro homônimo em 1991. Todas as histórias são protagonizadas por personagens femininas, que vivem uma relação complicada com as pessoas e os ambientes que as cercam. O livro foi aclamado por atestar a excelência da prosa da escritora.

O livro escrito por Svetlana Alexijevich, a primeira bielorussa a receber o Prêmio Nobel, destaca que mesmo que as mulheres estejam na linha de frente, elas são invisibilizadas nas histórias de guerra. Uma vez que os acontecimentos são sempre contados do ponto de vista masculino. A autora reconstrói conflitos da Segunda Guerra Mundial, a partir da perspectiva das combatentes soviéticas – que eram mais de 1 milhão no Exército Vermelho.

O livro de poesia é um dos maiores fenômeno da literatura contemporânea nos Estados Unidos. Escrito por Rupi Kaur, autora indiana que vive no Canadá, ele tem como temática a sobrevivência. Divididos em quatro partes, os poemas retratam experiências de abuso, amor — incluindo a descoberta do amor próprio — , e perda da feminilidade. “Outros Jeitos de Usar a Boca” ficou mais de 40 semanas na lista de mais vendidos do jornal “The New York Times”.

O livro-reportagem lançado em 2013 retrata a história do Hospital Colônia de Barbacena, onde cerca de 60 mil pessoas morreram durante o século 20. A narrativa relembra os horrores vividos pelos pacientes do hospital psiquiátrico, que em sua maioria sequer apresentavam problemas mentais. Muitos eram internados apenas por serem epiléticos, alcoólatras, homossexuais ou prostitutas. Há casos também de meninas grávidas violentadas, filhas que perderam a virgindade antes do casamento, homens e mulheres que haviam extraviado seus documentos, ou pessoas que incomodavam alguém do poder.

O livro reúne memórias de infância da jornalista e escritora brasileira Eliane Brum. Nele, a autora se pergunta de quantos nascimentos e mortes se faz uma vida. Enquanto busca por respostas, “a menina que flertava com a morte conta como foi salva pela palavra escrita”. Durante a narrativa aparecem personagens surpreendentes, como a irmã que morreu, a avó e as tias que “viraram flores murchas”. O texto é considerado um itinerário de fora para dentro da escritora.

SAO PAULO / 04/06/2015 / CADERNO 2 / CAPA LIVRO / Capa do livro Simone de Beauvoir – Mal-entendido em Moscou. FOTO REPRODUCAO

O romance de Simone de Beauvoir narra a história de dois professores, André e Nicole, que se aposentam e começam a sentir o peso da idade. Eles, então, decidem viajar para a União Soviética, onde encontram a filha do primeiro casamento de André, Macha. O encontro desencadeia uma sucessão de mal-entendidos que complica a vida dos dois. O livro é considerado por críticos como uma autoficção, já que há muitas semelhanças entre os professores fictícios e Simone de Beauvoir e seu companheiro Sartre.

Considerado um dos maiores representantes da literatura produzida na Turquia, “O Palhaço e a Sua Filha” foi publicado originalmente em 1931, em inglês, e traduzido para o turco pela própria autora. O livro narra a história de Rabia Abla, uma garotinha recitadora do “Corão” que é criada por uma mãe religiosa e um avó conservador. As coisas começam a mudar na vida da menina quando ela descobre que é filha de um comediante, que retorna do exílio. O romance retrata o conflito entre as sociedades orientais e ocidentais, e também aborda temas como nacionalismo e desigualdade de gênero.

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