Astronomia / Universo Paralelo

Asteroide de quase 5 km fará máxima aproximação com a Terra

“Florence é o maior asteroide já descoberto a passar próximo do nosso planeta”– Paul Chodas, gerente do Centro de Estudos de Objetos Próximos da Terra, da NASADentre milhares de Objetos Próximos da Terra, conhecidos pela sigla NEOs, mais de quatorze mil são asteroides que passam de tempos em tempos perto do nosso planeta. Desde a década de 1980, uma parte desses objetos têm sido rastreada devido a possível ameaça que eles representam.Mas apesar de tantos objetos passarem próximos do nosso planeta, a colisão de um grande asteroide com a Terra não é algo tão comum. Estudos mostram que colisões com grandes objetos ocorrem raramente, uma vez a cada milênio.No próximo dia 1º de setembro, por exemplo, um Asteroide Próximo da Terra (NEA), conhecido como 3122 Florence, fará sua máxima aproximação com o nosso planeta. Segundo a NASA, não há risco de colisão com a Terra. Se colidisse, o estrago seria grande, pois seu tamanho é de cerca de 4,4 quilômetros de diâmetro! Trata-se de um dos maiores asteroides já descobertos próximo da Terra!Para se ter uma noção do quão grande é esse asteroide, e o tipo de estrago que ele faria caso colidisse com o nosso planeta, lembre-se que o asteroide que acredita-se ser o responsável pela extinção dos dinossauros, tinha cerca de 10 quilômetros. O impacto dessa antiga rocha espacial, além de dizimar os dinossauros da face da Terra, também destruiu três quartos das espécies de plantas e animais. Isso nos mostra a importância de se rastrear asteroides que passam pelas nossas redondezas, sobretudo, os grandões…

Máxima aproximação do asteroide 3122 Florence no dia 1º de setembro de 2017. Créditos: NASA / JPL-Caltech

Por sorte (pura sorte!) o asteroide 3122 Florence passará a uma distância segura de aproximadamente 7 milhões de quilômetros da Terra – o equivalente a 18 vezes a distância da Lua.

“Apesar de vários asteroides já terem passado mais próximos da Terra do que o Florence passará em 1º de setembro, todos eram menores”, disse Paul Chodas, gerente do Centro de Estudos de Objetos Próximos da Terra, da NASA. “Florence é o maior asteroide já descoberto a passar próximo do nosso planeta desde a criação do programa da NASA para detectar e rastrear asteroides próximos da Terra.”

Mas ao invés de ser considerada uma ameaça, a passagem do asteroide 3122 Florence dará aos cientistas uma oportunidade preciosa para conhecer melhor esses objetos.

Ilustração artística da distância estimada que o asteroide 3122 Florence passará da Terra e da Lua. Créditos: NASA / JPL-Caltech

A NASA está planejando a realização de estudos de rastreamento utilizando o Goldstone Solar System Radar na Califórnia, e o Observatório do Arecibo, em Porto Rico. Espera-se que esses estudos forneçam dados preciosos sobre seu tamanho, revelando detalhes de sua superfície com uma resolução de até 10 metros.

O asteroide 3122 Florence foi descoberto em 2 de março de 1981, pelo astrônomo norte-americano Schelte Bus, utilizando o Observatório Siding Spring, na Austrália. Seu nome é uma homenagem a Florence Nightingale, fundador da enfermagem moderna, falecido em 1910. Observações feitas com o telescópio espacial Spitzer da NASA e com o NEOWISE estimaram o tamanho atual do objeto – cerca de 4,4 km de diâmetro.

No dia 1º de setembro, o asteroide 3122 Florence fará sua maior aproximação com a Terra desde 31 de agosto de 1890, quando de acordo com cálculos, passou a 6,7 milhões de quilômetros de distância. Ao longo dos próximos 500 anos, esse asteroide passará próximo da Terra mais sete vezes, e somente após o ano de 2500 é que ele chegará tão perto quanto dessa vez.

Quem gosta de observar o céu noturno, o asteroide Florence brilhará nos céus entre o final de agosto e o início de setembro. Sua posição exata poderá ser encontrada com programas de observação do céu e aplicativos astronômicos, e através de pequenos telescópios já será possível observá-lo conforme ele segue sua trajetória pelas constelações de Piscis Austrinus, Capricornus, Aquarius e Delphinus.

Imagens: (capa-ilustração/ESA) / NASA / JPL-Caltech

Fonte: galeriadometeorito

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